quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Jó, o Homem Justo, e a Estrela de Rock

Jó, o Homem Justo, e a Estrela de Rock

por John Piper

Considerando o poder e a influência popular sobre os jovens
Quando Jó perdeu seus dez filhos, mortos por um vendaval que os esmagou (como os furacões que devastam e destroem em nossos dias), ele rasgou seu manto, rapou a cabeça, lançou-se em terra e adorou. E disse: “Nu saí do ventre de minha mãe e nu voltarei; o SENHOR o deu e o SENHOR o tomou;  bendito seja o nome do SENHOR!” (Jó 1.21) Depois, quando ferido de tumores em todo o corpo, Jó disse à sua esposa que amaldiçoava a Deus: “Temos recebido o bem de Deus e não receberíamos também o mal?” (Jó 2.10). Em ambos os casos, o autor do livro de Jó acrescenta que ele “não pecou” nestas afirmações ousadas a respeito da soberania de Deus sobre o vento, a enfermidade e Satanás (ver Jó 1.22; 2.10).
Neste sentido, quais são as principais influências para os jovens em nossos dias? Que mensagem está sendo transmitida a respeito do governo de Deus sobre todas as coisas, o direito de dar e tomar que Ele tem como Criador e sua autoridade para governar o mundo? Uma estrela de rock, filha de um pastor metodista da Carolina do Norte, sofreu aborto. À idéia de que este acontecimento doloroso estava na vontade de Deus, ela respondeu: “Se estava, então eu chutarei o traseiro dEle, porque não estou interessada em ‘seja feita a tua vontade’. Sendo mãe desta criança, eu quero a minha vontade e não a tua” (Foster’s Sunday Citizen, 15 de novembro de 1998).
Posteriormente, Jó falou sobre pessoas como sua esposa e essa estrela de rock. Eles são prósperos, não compreendem que sua própria respiração é um dom da graça que eles não merecem (Deus não é “servido por mãos humanas, como se de alguma coisa precisasse; pois ele mesmo é quem a todos dá vida, respiração e tudo mais” — Atos 17.25). Tais pessoas não têm uma vida de gratidão contínua para com a paciência e a tolerância de Deus (“Ou desprezas a riqueza da sua bondade, e tolerância, e longanimidade, ignorando que a bondade de Deus é que te conduz ao arrependimento?” — Romanos 2.4). Acham que o prazer é a norma da vida e interpretam o sofrimento como uma ocasião para blasfemarem do Altíssimo. Jó diz a respeito deles: “São estes os que disseram a Deus: Retira-te de nós! Não desejamos conhecer os teus caminhos. Que é o Todo-Poderoso, para que nós o sirvamos? E que nos aproveitará que lhe façamos orações?” (Jó 21.14-15)
Que é o Todo-Poderoso, para que nós o sirvamos?
Essa é uma pergunta excelente, dependendo do tom de voz. Eis uma parte da resposta.
• Ele é razão por que você chegou a existir. “Nele, foram criadas todas as coisas” (Colossenses 1.16).
• Ele é a razão por que você continua existindo. Ele sustenta “todas as coisas pela palavra do seu poder” (Hebreus 1.3).
• Ele decide por que você existe e o faz cumprir os seus objetivos. “Tudo foi criado por meio dele e para ele” (Colossenses 1.16).
• Ele governa todas as autoridades que parecem tão influentes na terra. “Jesus Cristo… o Soberano dos reis da terra” (Apocalipse 1.5).
• Somente Ele tem autoridade para perdoar pecados. “Quem pode perdoar pecados, senão um, que é Deus? …o Filho do Homem tem sobre a terra autoridade para perdoar pecados” (Marcos 2.7, 10).
• Opor-se a Deus é tolice em extremo. “Horrível coisa é cair nas mãos do Deus vivo” (Hebreus 10.31).
• Amar a Deus e aproximar-se dEle é sabedoria plena. “Na tua [de Deus] presença há plenitude de alegria, na tua destra, delícias perpetuamente” (Salmos 16.11). “Chegai-vos a Deus, e ele se chegará a vós outros” (Tiago 4.8).
Portanto, com regozijo e tremor, humilhemo-nos sob a poderosa mão de Deus. O choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã (Salmos 30.5). Os caminhos de Deus são, freqüentemente, estranhos. Mas, quando esses caminhos são estranhos, Jó é um exemplo melhor do que uma estrela de rock.



fonte: Voltemos ao Evangelho 

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terça-feira, 30 de agosto de 2011

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segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Obediência - O Lugar que ela ocupa nas Escrituras Sagradas [1]

por Andrew Murray
# Excertos Extraídos de A Escola da Obediência


Começaremos no Paraíso. Em Gênesis 2.16, lemos: “E o Senhor Deus lhe deu esta ordem:...”, e mais tarde, em Gênesis 3.11, “Comeste da árvore de que te ordenei que não comesses?” 

Perceba que a obediência ao mandamento é a única virtude do Paraíso, a única condição da permanência do homem ali, a única coisa que o seu Criador lhe pede. 
Nada se diz sobre fé, ou humildade, ou amor: a obediência inclui isso tudo.
Provém da soberania de Deus o direito e a autoridade de exigir obediência, e fazer dela a coisa que vai DETERMINAR O DESTINO DO HOMEM.
Na vida do homem, obedecer é a única coisa essencial.
Volte-se agora do início para o final da Bíblia. 

No último capítulo se lê (Ap 22.14): “Bem-aventurados aqueles que guardam os seus mandamentos, para que tenham poder na árvore da vida” Temos o mesmo pensamento nos capítulos 12 e 14, onde lemos sobre os descendentes da mulher (12.17), “que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus”; e da paciência dos santos (14.12), “os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus”. 
Do início ao fim, da perda do Paraíso até a sua recuperação, permanece imutável a lei — é somente a obediência que permite acesso à árvore da vida e ao favor de Deus.
E se você indagar o que é que provocou a mudança entre a desobediência inicial, a qual fechou o acesso à árvore da vida, e a obediência do final que proporcionou o retorno a ela, volte-se para O QUE ACONTECEU NO MEIO DO CAMINHO entre o início e o fim — a cruz de Cristo.

Leia Romanos 5.19: “... por meio da obediência de um só, muitos se tornarão justos”; ou Filipenses 2.8,9: “... tornando-se obediente até a morte e morte de cruz. Pelo que também Deus o exaltou sobremaneira...”; ou Hebreus 5.8,9: “... embora sendo Filho, aprendeu a obediência pelas coisas que sofreu e, tendo sido aperfeiçoado, tornou-se o Autor da salvação eterna para todos os que lhe obedecem...”, e você perceberá que a redenção de Cristo consiste na restauração da obediência a seu lugar apropriado. 
A beleza da Sua salvação consiste nisto, que Ele nos reconduz à vida de obediência, que é a única forma de a criatura dar ao Criador a glória devida a Ele, ou receber a glória da qual o Criador deseja fazer a criatura participante.
Paraíso, Calvário, Ceu, todos proclamam a uma só voz: “Filho de Deus! a primeira e a última coisa que teu Deus requer de ti é simples, total, imutável obediência”.

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domingo, 28 de agosto de 2011

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sábado, 27 de agosto de 2011

NÃO DESISTIR: RESISTÊNCIA E COERÊNCIA

“Dn 1:4 – Resolveu Daniel, firmemente, não contaminar-se com as finas iguarias do rei nem com o vinho que ele bebia; então, pediu ao chefe dos eunuco que lhe permitisse não contaminar-se.”
por Carlos Jorge Saldanha

Geralmente somos afetados pela cultura em que vivemos. Para a grande maioria é muito mais fácil desistir e se entregar ao contexto cultural, porque tem uma forte necessidade de se sentir parte de alguma coisa. Agindo assim abre mão de princípios que norteiam o ser humano para sua boa convivência com outros indivíduos, tanto dentro como fora da igreja. Se o profeta Daniel pudesse dar alguma sugestão aos cristãos dos nossos dias, com certeza um deles era para que eles não se renderem e serem consistentes. Daniel era um jovem consistente e comprometido com Deus e seu projeto de vida para ele. Daniel disse ao chefe dos eunucos que não provaria as iguarias do Rei (1:8). Daniel era um jovem determinado. Ele estava disposto a não abrir mão do que Deus havia lhe dado. Não trocaria a benção de Deus por nada, por nenhum um prazer, por melhor que fosse, ainda que por apenas algum momentos.

A característica comum dos que têm sucesso diante dos desafios da vida é este elemento chamado consistência. Personagens bíblicos devem nos servir de inspiração: José, mesmo no calabouço egípcio, não se rendeu. Paulo em uma prisão em Filipos, não se rendeu. Daniel no cativeiro babilônico não se rendeu. E Deus não esqueceu nenhum deles.

É tão comum sucumbir diante dos apelos e pressões de uma cultura, que somos tentados a perguntar onde é que Deus está. A resposta, porém é a mesma: Ele estava com Daniel e está conosco. Deus sempre agirá quando houver necessidade de sua intervenção.

Daniel estabeleceu um padrão de vida pelo qual estava determinado a viver. Quando nós estabelecermos padrões como Daniel, Deus coloca-se ao nosso lado. Daniel tinha proposto no seu coração, tinha feito a sua escolha, definido suas prioridades, o que era ou não importante de verdade.

É uma pena que muitos na igreja estejam dispostos a abraçar as iguarias desta cultura, ainda que por um momento e se contaminar com elas. Preferem negar o que representam para este mundo.

Provérbios 16:7 diz que “sendo o caminho do homem agradável ao Senhor, este reconcilia com eles os seus inimigos”. Não devemos temer os que nos acusam, o Senhor fará o que for da Sua vontade. Qual a mensagem, então? Vivamos de maneira que o Senhor se agrade e trabalhe no que nos rodeia. Não basta apenas resistir às iguarias, mas ser coerente. Já que começamos bem, vamos terminar bem.

Este era o espírito de Daniel. Ele propôs em seu coração. Ele não alguém tentando provar algo para um bando de religioso, gente cheia de autorretidão. Ele não tinha desejo de se mostrar, de ser apreciado. Sua vida não era um show. O que estava em evidência era o seu coração.

Ninguém precisa ser rude para resistir aos apelos desta cultura, do que tenta nos tirar do nosso foco, do que tenta nos fazer abandonar o padrão. A Bíblia nos ensina que a resposta branda desvia o furor.

Daniel nos ensina a não nos entregarmos, a ser resistentes, bem como nos desafia a ser coerentes.


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